No
último dia 14 de dezembro na madrugada do pico da chuva de meteoros Geminideas,
a BRAMON - Rede Brasileira de Observação de Meteoros organizou uma Campanha
Nacional para observação e registro de Impactos Lunares.
O
objetivo era que fossem apontados muitos telescópios espalhados pelo País com
câmeras de alta sensibilidade acopladas para tentar registrar um impacto de
meteoro na Lua.
A
data seria muito favorável, pois além da Chuva Geminídeas ser a maior do ano em
frequência horária de meteoros, nosso satélite natural encontrava-se com apenas 13% de sua face visível iluminada
pelo Sol e praticamente alinhada com o fluxo de partículas da nuvem de meteoros
por onde passava a Terra naquele dia.
Mas
apesar do momento favorável não é nada fácil registrar um evento desses, tanto
que até hoje poucas centenas haviam sido registrados no mundo inteiro e no
Brasil isso nunca tinha ocorrido.
Mas
graças a determinação e paciência de nossos astrônomos amadores brasileiros Tivemos
o primeiro impacto Lunar registrado no Brasil.
Na
madrugada do dia 14 de dezembro exatamente às 07:13:46 no horário de Greenwich o Astrônomo Amador Marcelo
Zurita consegui registrar em seu telescópio o Impacto.
Segundo Marcelo Zurita, são necessários alguns
critérios para confirmar um impacto lunar:
1-
Ser registrado em pelo menos duas câmeras a mais de 40 km de distância entre
elas.
2- Em pelo menos uma das câmeras, o brilho deve durar pelo menos 2 frames do vídeo.
3- Em pelo menos uma das câmeras o brilho deve apresentar um rápido aumento e queda gradual.
2- Em pelo menos uma das câmeras, o brilho deve durar pelo menos 2 frames do vídeo.
3- Em pelo menos uma das câmeras o brilho deve apresentar um rápido aumento e queda gradual.
4-O Flash não pode
se mover em relação à superfície da Lua;
Felizmente tivemos um segundo registro feito pelos astrônomos
amadores Romualdo Caldas e David Duarte do Centro de Estudos Astronômicos de
Alagoas (CEAAL).
Este registro confirmou o primeiro Impacto lunar registrado
no Brasil.
ANÁLISE
DO IMPACTO LUNAR DE 14/12/2017
Alguns dias após a ocorrência o
impacto , o Astrônomo amador e membro da Bramon, Lauriston
Trindade concluiu os cálculos das estimativas
de tamanho, massa do meteoroide e do tamanho da cratera resultante pelo
impacto.
Para isso ele, utilizou a projeção
do local do impacto feita pelo Astro fotógrafo Avaní Soares, as estimativas de magnitude feita
por Carlos Di Pietro e principalmente, todo um
embasamento teórico a partir de literatura especializada no assunto.
Enfim,
a partir desses estudos e dos cálculos, Lauriston estimou que o meteoroide que
atingiu a Lua no dia 14 de dezembro possuía um diâmetro entre 1,44 e 7,16
centímetros e uma massa entre 50 e 460 gramas. Quando atingiu o solo, o
meteoroide liberou uma energia equivalente a 22,5 Kg de dinamite e isso gerou
uma cratera que deve ter algo entre 1,99 e 3,62 metros de diâmetro.
A
grande variação nos números é normal devido a baixa intensidade do impacto e o
curtíssimo tempo do registro.
A boa notícia é que, apesar de pequena, a cratera poderá ser
registrada pela Sonda LRO, o que deverá ser feito em alguns dias.
Parabéns à
Bramon e a toda a comunidade de astrônomos amadores mobilizada para este feito.
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